destino, fado inato, meu... Rude!
És rude por não te ver... és rude!
Rude porque mordes pela calada aquilo que é correcto...
destino rude, rude meu destino!
Odeio-te com todos os meus sentimentos!
Não te conheço, bem sei, mas não te vejo e mal fazes-me...
Não te quero ouvir, não te quero sentir és cruel comigo!
És feio! Horrível! Estapafúrdio! Não és nada!
És incoerente... tudo queres, podes e mandas, mas és comigo cruel!
Fado inato que fazes marionetas as aves e todos os animais...
e de nós humanos, superiores a eles... fazes da mesma forma!
Se pudesse tocar-te, daria-te um estalo... mostrava o meu ódio!
Odeio-te infinitamente rude e cruel destino meu!
;Salgueiro Avelar
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