Pessoas vagueiam de lado em lado de saco na mão...
Feirantes não faltavam, vozes guerriantes que ouvia...
sente-se a pureza da sua natureza...
Gentes minhas de tenda em tenda...
de muitos olhares... mas poucas compras...
Doces, roupas, malas, sapatos... flores...
Flores minhas que nem compradores tinham...
Admirei a sua beleza... e a indelicadeza dos olhares que ali passavam...
Não. Não as olhavam... apressavam o passo... ingratos da natureza!
Crise! Crise da beleza natural...
;Salgueiro Avelar
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