quinta-feira, 28 de abril de 2011

Todos o temos livremente para dar...

Todos o temos livremente para dar,
está sempre escondido mas pronto!
Apesar de o podermos doar
muitas vezes não o queremos nesse ponto;

Ofertamos sempre que desejamos...
é com ele que conquistamos;
é com ele que mostramos contentamento;
é por ele que damos o nosso encantamento.

Sabemos que dá a impressão inicial;
sabemos que pode ser bem ou mal;
sabemos que é fundamental predador...

É sempre bonito e encantador,
furtivo de sentir e leve de expressão...
É o sorriso a alma do coração!

.Sebastião Seabra

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Caminho

Não te encontro caminho meu,
não sei o que me aconteceu...
Vivia perdido na vida,
hoje é tudo uma corrida!

Estás à minha frente...
mas tenho uma corrente
que me prende à sociedade
e tenho a minha responsabilidade...

Um dia... vou ser livre,
livre das correntes sociais
que são de alto calibre.

Um dia... vou ser um recantinho
de coisas especiais...
Um dia vou encontrar o caminho!

.Sebastião Seabra

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sou ... Nada ...

Sou, sem saber que sou... nada temo, nada tenho.
Procuro o que não sei se está lá para procurar...
Inútil! Sim, inútil tempo que se perde a vaguear...
Não entendo, não quero entender, não irei entender!
Sorte para falhar... sorte para errar, sorte para o nada!
Nada tenho, nada temo... sem saber que sou, sou.
Não te quero ver... não te quero ouvir...
não te quero cheirar, não te quero sentir...
Portas que se me batem... janelas por abrir!
Odeio! Odiei! Odiarei! É estúpido!
Injusto.
Sou, porque querem que seja... nada temo, nada me dá.
Sinto a injustiça da vida na pele!

;Salgueiro Avelar

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sol onde estás? Não te vejo...

Ei! Sim Sol... anda cá!
Nuvens horríveis e escabrosas...
deixem ver o Sol... sou da terra como vocês!
Sim... sou ser como vocês...
Doí-me... muito... enfim... não entendem...
Não me sinto incompreendido... mas Sol porque estás escondido?
Cala-te! Cala-te incondicionavelmente...
És tão estúpido e arrogante que não te deixas ver...
Felicidade... paz... harmonia... mas tu não... escondido...
Pelos campos vales e montes... pelas veredas dos caminhos...
ando... caminho... e tu atiras pedras... pedras sim!
Isolo-me no meu capote... porque a sombra é acarinhadora...
e tu Sol... tanto encantas como queimas...
Sabes que mais? Eu sou luz suficiente que ilumino o caminho...
e tu fica para aí que quando vieres já te roubei o brilho!

;Salgueiro Avelar

sábado, 9 de abril de 2011

A Praça!

Há muito que não ia à Praça,
mas passado estes tempos lá voltei.
Encontrei gente da mesma raça
Nada de muito novo encontrei.

Munícipes burburando de lado em lado
olhando aqui e ali... mas nada comprando...
O Ambiente é estranho... um pouco gelado
não pelo tempo, mas pelo aperto que vai chegando!

Bancadas livres... bancadas cheias de produtos...
Talvez por falta de compradores,
talvez por este país de soberanos corruptos...

A secção das flores estava desvanecida
caídos os rostos dos vendedores...
Já nem as flores alegram a vida!

.Sebastião Seabra

Crise! Crise da beleza natural...

Hoje fui à feira. Adoro aquele burburinho...
Pessoas vagueiam de lado em lado de saco na mão...
Feirantes não faltavam, vozes guerriantes que ouvia...
sente-se a pureza da sua natureza...
Gentes minhas de tenda em tenda...
de muitos olhares... mas poucas compras...
Doces, roupas, malas, sapatos... flores...
Flores minhas que nem compradores tinham...
Admirei a sua beleza... e a indelicadeza dos olhares que ali passavam...
Não. Não as olhavam... apressavam o passo... ingratos da natureza!
Crise! Crise da beleza natural...

;Salgueiro Avelar

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Destino... invenção para menos sofrer.

Destino?!??!! nunca lhe toquei, nunca o vi!
Meio mundo e outro tanto roga-lhe pragas
quando passeando pelas letras li:
"Destino és traiçoeiro e tudo esmagas."

Mas não cabe no entender esta filosofia,
não é destino, é vontade interior!
Tudo o que para ti é insuportável dor
não é culpa do destino que atrofia!

Destino tem o nome de atitudes e vontades
e é mau e injusto quando teimas em fazer contrariedades
do que a razão te pede. Sê justo contigo!

Não venhas dizer que nada podes fazer
que bem sei o que se passa comigo!
O destino foi uma invenção para menos sofrer.

.Sebastião Seabra

Destino...Porque És Comigo Cruel...

Destino... porque és comigo cruel...
destino, fado inato, meu... Rude!
És rude por não te ver... és rude!
Rude porque mordes pela calada aquilo que é correcto...
destino rude, rude meu destino!
Odeio-te com todos os meus sentimentos!
Não te conheço, bem sei, mas não te vejo e mal fazes-me...
Não te quero ouvir, não te quero sentir és cruel comigo!
És feio! Horrível! Estapafúrdio! Não és nada!
És incoerente... tudo queres, podes e mandas, mas és comigo cruel!
Fado inato que fazes marionetas as aves e todos os animais...
e de nós humanos, superiores a eles... fazes da mesma forma!
Se pudesse tocar-te, daria-te um estalo... mostrava o meu ódio!
Odeio-te infinitamente rude e cruel destino meu!
;Salgueiro Avelar

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sol da minha razão...

Sol que ilumina meu eterno conhecimento,
da minha ilustre a conhecedora filosofia.
Perdes, meu Sol, o teu encantamento
quando iludes a minha sublime razão...

Sol que irradias teu calor pelos sentidos
despertadores dos processos naturais
que outros erradamente dizem desconhecidos
mas bem sei que a ciência os conhece como banais...

Errantes esses que só do brilho do sol vivem...
só do ar sentido se iludem no seu devaneio,
pobres que aprisionados à liberdade se extinguem...

Nem vê-los quero... mas não por áspero receio!
O meu Sol é o meu Luar de Verão...
Eles são os que viverão na escuridão!

.Sebastião Seabra

Sol que hoje me apraz...

Canto o sol que hoje se me apraz,
canto-te sem dares conta deste rapaz...
Ergo ao Sol as minhas letras...
conheço o teu coração, quer dizer...
não conheço, nem quero conhecer, a razão!
não te sinto... sentes que sinto? Não sinto!
Foi à tempo que te senti... fazes sentir um ardor
que teimas em dizer que dele não sou conhecedor...
Grrrr! Cala as tuas teorias da vida, és uma falhado!
Sim! Um eterno falhado cheio dessas vagas teorias.
Sol... Amado Sol... que fazes florescer o meu coração...
A razão! A razão não conhece o Sol!
Limita-se às teorias... não se amplia ao diverso...
Amanhã espero de novo sentir o Sol...

;Salgueiro Avelar