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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Um Abraço e um Carinho, para Ti, Eternamente!

Vagueio pelo meu vasto pensamento,
Chego até à minha razão de viver;
Gentilmente de novo fomento
O desejo, de nos meus braços, te ter.

Quero para a vida te proteger
Docemente acariciar-te entre os meus braços,
para que nunca sejas magoada, nunca te façam sofrer,
para não teres dor, nem o teu coração amassos.

Quero-te assim perdida no meu conforto
Encontrada na paz do que é meu e teu,
abafadinha no sofrimento assim morto.

Assim te quero proteger para sempre
no carinho que meu ser te deu.
Um abraço e um carinho, para ti, eternamente!

.Salgueiro Avelar, 27-02-2012

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

És tu a estrela que brilha na minha vida!




Existe uma estrela que brilha no universo,
uma estrela de 5 pontas que me olha.
E é a essa estrela que aos versos canto;
que sorrisos me dá e o rosto molha.

Mas estrelas existem muitas,
mas esta é muito especial.
Ao olha-las finto-as,
para que não seja banal.

É a estrela especial da minha vida,
que brilha na minha direcção,
que me ama e me aquece o coração.

Corres para os meus numa corrida,
na nossa Feliz ambição,
És tu a estrela que brilha na minha vida!

.Salgueiro Avelar

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Milhões de pessoas, mas só a ti quero!




O mundo tem milhões de pessoas
muitas rudes outras boas.
Conheço uma gota deste oceano,
passam por mim centenas por ano...

Destes milhões só alguns sabem quem sou,
não que seja totalmente desconhecido,
mas o rosto ao mundo não dou,
não quero ser arrogantemente conhecido.

Preciso das gostas que sempre vejo correr,
são o meio social a que pertenço.
Sem elas não faria sentido viver.

Alguns nomes para decorar quase desespero,
O teu nome sei por extenso;
Milhões de pessoas, mas só a ti quero!

Salgueiro Avelar, Novembro de 2011

domingo, 14 de agosto de 2011

É Por Seres Diferente

É por seres diferente,
talvez simpatica ou sorridente;
por seres natural, ou apenas gostar
da tua maneira, do teu olhar...
Talvez, por isso, me cativas
de uma forma ou de outra.
Surges como as espigas
rosa, para ser diferente, do contra...
Assim, por ser diferente,
quase pareces transcendente
que fico espantado a olhar...
Afinal não consigo imaginar
a minha vida inocente,
sem este meu ser diferente!
;Salgueiro Avelar


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Eu e Tu, duas metades, um coração!



Sinto, como nunca senti,
Uma grande coisa por ti,
Que me faz alegrar,
Que me faz encantar…

Encontrei o que achara estar perdido,
Redescobri, na minha vida, um sentido.
Alegro-me por hoje ser feliz
Com o género de pessoa que sempre quis.

O oceano não nos separa, é a nossa união.
Une dois seres num só coração!
Duas metades que se falam em silêncio…

Entendem-se estas duas metades na perfeição!
Duas vidas eternamente unidas…
Eu e tu, duas metades, um coração!

;Salgueiro Avelar

domingo, 19 de junho de 2011

Um dia contigo sonhei…


Não sei onde te conheci,

Creio que um dia contigo sonhei…

Não sabia o que viria a sentir por ti,

Mas foi um sonho que realizei.


Não queria criar nenhuma confusão,

Não queria ser nenhuma desilusão…

Criei confusão sem querer,

Não sabia bem o que fazer…


Depois de reflectir deixei as coisas correrem,

Não ia deixar a vida fugir das minhas mãos,

Não ia deixar-te ir, nem deixar as coisas morrerem…


Espero não ouvir mais nenhum “não”,

Pois já o ouvi e não o desprezei.

Tu és o Sonho que Realizei!


;Salgueiro Avelar

segunda-feira, 13 de junho de 2011

100 versos de Amor, com fim sem explicação..



Lá na igreja, um olhar

de olhos de amar,

foi num sábado, de alegria,

no meio de uma correria...


O tempo, foi passando,

o sábado era o dia Santo,

o dia do encanto

eu fui caminhando...


O dia de Pascoa chegou,

e a nossa voz se cruzou,

foi la na tua casa,

que meu coração ficou em brasa...


As mensagens se iam trocando,

os sentimentos iam chegando,

O meu ombro, o pouso de choro;

para te dar um consolo...


O Senhor dos aflitos Chegou,

a princesa o bifurcado levou,

nova conversa travamos,

mas pouco contamos...


O Santo António a rua saiu,

o bifurcado a Karol levou

no final da conversa sorriu

o meu olhar sereno encantou...


Mais um sábado chegava,

mais um olhar se trocava,

a vida queria sorrir,

o amor, começava a surgir...


O dia 15 de Agosto Chegou!

E tudo começou,

a vida queria fazer sentido,

era o fiel destino corrido...


Tudo se foi desenrolando,

o tempo foi passando,

um “nós” podia surgir,

bastava só agir...


O amor chegou,

o “nós” podia surgir,

o meu coração cantou,

e o teu gelo ousou partir...


Não foi fácil, a conquista,

a luta difícil e trágica,

segui cada pista,

para uma conquista mágica...


Passei no teu teste,

foi fácil porque desconfiei,

o teu lado desconfiada me deste,

o meu lado real te dei...


Um encontro tivemos,

conversa trocamos,

o amor ia crescendo,

no tempo que ia correndo...


Na minha boca, meteram palavras,

meu coração ficou partido,

afinal não disse tais cabalas,

e tudo foi restituído...


Lá no coro, me olhavas,

tudo estava destronado ,

percebeste que me amavas,

foste para os braços do teu amado...


Foi lá no choupal,

o momento especial,

nunca mais me vou esquecer,

nem depois de morrer...


Foi um momento, de doçura,

no meio da loucura,

Quase apanhados,

mas nunca desesperados...


Depois das lavadeiras dominicais,

nós partimos para o cais,

alguém que ia a passar,

voltou a traz para olhar...


Quando Chegou a paz,

foi quando, eu fui capaz,

de fazer aquilo que era de esperar,

ousar-te beijar...


Cada momento era especial

nunca caindo no banal,

namorados escondidos,

de todos os olhares temidos...


Tu dizias -Contigo quero ficar...

Eu respondia -Só te quero, a ti amar...

No meio do amor forte,

nunca se esperava o corte...


O corte Chegou,

o amor não acabou,

mas tudo acabaste,

e foi o meu desastre...


Dizes que me amas,

mas não queres andar,

a tudo pegas chamas,

é o fogo do amor, a não quer parar...


Por ti vou lutar,

porque só a ti consigo amar,

não te quero perder,

por ti até posso morrer...


Com esta vou acabar,

por minha perdição,

não dês o coração,

a quem não sabe amar...



Salgueiro Avelar, 15 de Janeiro de 2008


segunda-feira, 2 de maio de 2011

No tempo de Vila Nova do Laranjal




No tempo de Vila Nova do Laranjal
Todos pelas ruas davam ao pedal...
Era meio para trabalho e passeio
era o tempo da espiga e do rodeio...

Mas pois tudo agora é directo
é tudo fino, singular e recto,
Destronada foi Vila Nova do Laranjal
e Galveias subiu ao pedestal...

De bicicleta, olhar calmo e subtil
vagueiam as moças airosas pelas ruas
apreciando o Sol que hoje está baril!

Doçuras espalham as encantadas
soltando habilmente as desbravuras...
Alegres pedalam as amadas!

;Salgueiro Avelar

domingo, 1 de maio de 2011

Olhar...

Subtil, discreto, conversador, tentador...
Subtil quando observa o mundo;
Discreto mesmo quando conversador;
Tentador quando olha profundo...

Procura ser confortavelmente entendido
das dores que com sorrisos se esconde...
Mesmo com sentimento escondido
ele exprime o que à verdade corresponde...

Pode demonstrar subtil contentamento,
pode expressar arrogante desagrado...
Basta estar atento e decifrar...

Este nunca nos deixa enganar,
fiel, real e digno de atenção...
O olhar é o lábio do coração...

.Salgueiro Avelar

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sou ... Nada ...

Sou, sem saber que sou... nada temo, nada tenho.
Procuro o que não sei se está lá para procurar...
Inútil! Sim, inútil tempo que se perde a vaguear...
Não entendo, não quero entender, não irei entender!
Sorte para falhar... sorte para errar, sorte para o nada!
Nada tenho, nada temo... sem saber que sou, sou.
Não te quero ver... não te quero ouvir...
não te quero cheirar, não te quero sentir...
Portas que se me batem... janelas por abrir!
Odeio! Odiei! Odiarei! É estúpido!
Injusto.
Sou, porque querem que seja... nada temo, nada me dá.
Sinto a injustiça da vida na pele!

;Salgueiro Avelar

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sol onde estás? Não te vejo...

Ei! Sim Sol... anda cá!
Nuvens horríveis e escabrosas...
deixem ver o Sol... sou da terra como vocês!
Sim... sou ser como vocês...
Doí-me... muito... enfim... não entendem...
Não me sinto incompreendido... mas Sol porque estás escondido?
Cala-te! Cala-te incondicionavelmente...
És tão estúpido e arrogante que não te deixas ver...
Felicidade... paz... harmonia... mas tu não... escondido...
Pelos campos vales e montes... pelas veredas dos caminhos...
ando... caminho... e tu atiras pedras... pedras sim!
Isolo-me no meu capote... porque a sombra é acarinhadora...
e tu Sol... tanto encantas como queimas...
Sabes que mais? Eu sou luz suficiente que ilumino o caminho...
e tu fica para aí que quando vieres já te roubei o brilho!

;Salgueiro Avelar

sábado, 9 de abril de 2011

Crise! Crise da beleza natural...

Hoje fui à feira. Adoro aquele burburinho...
Pessoas vagueiam de lado em lado de saco na mão...
Feirantes não faltavam, vozes guerriantes que ouvia...
sente-se a pureza da sua natureza...
Gentes minhas de tenda em tenda...
de muitos olhares... mas poucas compras...
Doces, roupas, malas, sapatos... flores...
Flores minhas que nem compradores tinham...
Admirei a sua beleza... e a indelicadeza dos olhares que ali passavam...
Não. Não as olhavam... apressavam o passo... ingratos da natureza!
Crise! Crise da beleza natural...

;Salgueiro Avelar

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Destino...Porque És Comigo Cruel...

Destino... porque és comigo cruel...
destino, fado inato, meu... Rude!
És rude por não te ver... és rude!
Rude porque mordes pela calada aquilo que é correcto...
destino rude, rude meu destino!
Odeio-te com todos os meus sentimentos!
Não te conheço, bem sei, mas não te vejo e mal fazes-me...
Não te quero ouvir, não te quero sentir és cruel comigo!
És feio! Horrível! Estapafúrdio! Não és nada!
És incoerente... tudo queres, podes e mandas, mas és comigo cruel!
Fado inato que fazes marionetas as aves e todos os animais...
e de nós humanos, superiores a eles... fazes da mesma forma!
Se pudesse tocar-te, daria-te um estalo... mostrava o meu ódio!
Odeio-te infinitamente rude e cruel destino meu!
;Salgueiro Avelar

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sol que hoje me apraz...

Canto o sol que hoje se me apraz,
canto-te sem dares conta deste rapaz...
Ergo ao Sol as minhas letras...
conheço o teu coração, quer dizer...
não conheço, nem quero conhecer, a razão!
não te sinto... sentes que sinto? Não sinto!
Foi à tempo que te senti... fazes sentir um ardor
que teimas em dizer que dele não sou conhecedor...
Grrrr! Cala as tuas teorias da vida, és uma falhado!
Sim! Um eterno falhado cheio dessas vagas teorias.
Sol... Amado Sol... que fazes florescer o meu coração...
A razão! A razão não conhece o Sol!
Limita-se às teorias... não se amplia ao diverso...
Amanhã espero de novo sentir o Sol...

;Salgueiro Avelar

terça-feira, 29 de março de 2011

36 versos de Fruto Proíbido

Um dia encontrei-te lastimavelmente mal

Sofrias pelas travessuras da vida

que a tornara, infelizmente, infernal.

Sofrias amargamente e recolhida.

Falamos calmamente e pedias um ombro

dei-te o meu para que te pudesses confortar

a pouco e pouco dizias cada assombro

que te apoquentava e, habilmente, te derrubava

Depois caminhamos até às portas de tua casa

por entre conversas profundas fiquei perdido,

tinha decidido não te ter sob a minha asa

mas pediste e eu aceitei porque era um pedido

Caminhamos passo a passo, erguemos o teu ser

não pedi nada em troca se não a tua fiel amizade

e fomos construindo o nosso mundo sem poder,

sem guerras ou concorrência mas com profundidade.


Mas as nossas vidas não são só rosas

temos outras forças muito poderosas

que nos impedem alguns caminhos

por serem de fatais desalinhos...

Desejo-te, como não posso desejar;

Sinto-te, como não posso sentir;

Falo-te, mas não do que devia falar;

minto-te, sem te querer mentir...

O que vou fazer? Bem perguntas

mas resposta não te tenho para dar,

se não que sei que te vou respeitar,

quer em vidas separadas, quer juntas.

Omito esta real realidade para te proteger

não te quero magoar nem ver sofrer.

Conheço todo o teu ser e a todo quero

que este “querer” desapareça é o que espero...


És o fruto proibido que não posso comer

mas ironias do destino quero-te colher...

Com esta simples quadra vou terminar.

Serás a única rapariga que vou desejar!

;Salgueiro Avelar

(escrito em tempo que se despejava o dia-a-dia em folhas de papel)