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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sou ... Nada ...

Sou, sem saber que sou... nada temo, nada tenho.
Procuro o que não sei se está lá para procurar...
Inútil! Sim, inútil tempo que se perde a vaguear...
Não entendo, não quero entender, não irei entender!
Sorte para falhar... sorte para errar, sorte para o nada!
Nada tenho, nada temo... sem saber que sou, sou.
Não te quero ver... não te quero ouvir...
não te quero cheirar, não te quero sentir...
Portas que se me batem... janelas por abrir!
Odeio! Odiei! Odiarei! É estúpido!
Injusto.
Sou, porque querem que seja... nada temo, nada me dá.
Sinto a injustiça da vida na pele!

;Salgueiro Avelar

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sol onde estás? Não te vejo...

Ei! Sim Sol... anda cá!
Nuvens horríveis e escabrosas...
deixem ver o Sol... sou da terra como vocês!
Sim... sou ser como vocês...
Doí-me... muito... enfim... não entendem...
Não me sinto incompreendido... mas Sol porque estás escondido?
Cala-te! Cala-te incondicionavelmente...
És tão estúpido e arrogante que não te deixas ver...
Felicidade... paz... harmonia... mas tu não... escondido...
Pelos campos vales e montes... pelas veredas dos caminhos...
ando... caminho... e tu atiras pedras... pedras sim!
Isolo-me no meu capote... porque a sombra é acarinhadora...
e tu Sol... tanto encantas como queimas...
Sabes que mais? Eu sou luz suficiente que ilumino o caminho...
e tu fica para aí que quando vieres já te roubei o brilho!

;Salgueiro Avelar

sábado, 9 de abril de 2011

Crise! Crise da beleza natural...

Hoje fui à feira. Adoro aquele burburinho...
Pessoas vagueiam de lado em lado de saco na mão...
Feirantes não faltavam, vozes guerriantes que ouvia...
sente-se a pureza da sua natureza...
Gentes minhas de tenda em tenda...
de muitos olhares... mas poucas compras...
Doces, roupas, malas, sapatos... flores...
Flores minhas que nem compradores tinham...
Admirei a sua beleza... e a indelicadeza dos olhares que ali passavam...
Não. Não as olhavam... apressavam o passo... ingratos da natureza!
Crise! Crise da beleza natural...

;Salgueiro Avelar

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Destino...Porque És Comigo Cruel...

Destino... porque és comigo cruel...
destino, fado inato, meu... Rude!
És rude por não te ver... és rude!
Rude porque mordes pela calada aquilo que é correcto...
destino rude, rude meu destino!
Odeio-te com todos os meus sentimentos!
Não te conheço, bem sei, mas não te vejo e mal fazes-me...
Não te quero ouvir, não te quero sentir és cruel comigo!
És feio! Horrível! Estapafúrdio! Não és nada!
És incoerente... tudo queres, podes e mandas, mas és comigo cruel!
Fado inato que fazes marionetas as aves e todos os animais...
e de nós humanos, superiores a eles... fazes da mesma forma!
Se pudesse tocar-te, daria-te um estalo... mostrava o meu ódio!
Odeio-te infinitamente rude e cruel destino meu!
;Salgueiro Avelar

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sol que hoje me apraz...

Canto o sol que hoje se me apraz,
canto-te sem dares conta deste rapaz...
Ergo ao Sol as minhas letras...
conheço o teu coração, quer dizer...
não conheço, nem quero conhecer, a razão!
não te sinto... sentes que sinto? Não sinto!
Foi à tempo que te senti... fazes sentir um ardor
que teimas em dizer que dele não sou conhecedor...
Grrrr! Cala as tuas teorias da vida, és uma falhado!
Sim! Um eterno falhado cheio dessas vagas teorias.
Sol... Amado Sol... que fazes florescer o meu coração...
A razão! A razão não conhece o Sol!
Limita-se às teorias... não se amplia ao diverso...
Amanhã espero de novo sentir o Sol...

;Salgueiro Avelar