segunda-feira, 13 de junho de 2011

100 versos de Amor, com fim sem explicação..



Lá na igreja, um olhar

de olhos de amar,

foi num sábado, de alegria,

no meio de uma correria...


O tempo, foi passando,

o sábado era o dia Santo,

o dia do encanto

eu fui caminhando...


O dia de Pascoa chegou,

e a nossa voz se cruzou,

foi la na tua casa,

que meu coração ficou em brasa...


As mensagens se iam trocando,

os sentimentos iam chegando,

O meu ombro, o pouso de choro;

para te dar um consolo...


O Senhor dos aflitos Chegou,

a princesa o bifurcado levou,

nova conversa travamos,

mas pouco contamos...


O Santo António a rua saiu,

o bifurcado a Karol levou

no final da conversa sorriu

o meu olhar sereno encantou...


Mais um sábado chegava,

mais um olhar se trocava,

a vida queria sorrir,

o amor, começava a surgir...


O dia 15 de Agosto Chegou!

E tudo começou,

a vida queria fazer sentido,

era o fiel destino corrido...


Tudo se foi desenrolando,

o tempo foi passando,

um “nós” podia surgir,

bastava só agir...


O amor chegou,

o “nós” podia surgir,

o meu coração cantou,

e o teu gelo ousou partir...


Não foi fácil, a conquista,

a luta difícil e trágica,

segui cada pista,

para uma conquista mágica...


Passei no teu teste,

foi fácil porque desconfiei,

o teu lado desconfiada me deste,

o meu lado real te dei...


Um encontro tivemos,

conversa trocamos,

o amor ia crescendo,

no tempo que ia correndo...


Na minha boca, meteram palavras,

meu coração ficou partido,

afinal não disse tais cabalas,

e tudo foi restituído...


Lá no coro, me olhavas,

tudo estava destronado ,

percebeste que me amavas,

foste para os braços do teu amado...


Foi lá no choupal,

o momento especial,

nunca mais me vou esquecer,

nem depois de morrer...


Foi um momento, de doçura,

no meio da loucura,

Quase apanhados,

mas nunca desesperados...


Depois das lavadeiras dominicais,

nós partimos para o cais,

alguém que ia a passar,

voltou a traz para olhar...


Quando Chegou a paz,

foi quando, eu fui capaz,

de fazer aquilo que era de esperar,

ousar-te beijar...


Cada momento era especial

nunca caindo no banal,

namorados escondidos,

de todos os olhares temidos...


Tu dizias -Contigo quero ficar...

Eu respondia -Só te quero, a ti amar...

No meio do amor forte,

nunca se esperava o corte...


O corte Chegou,

o amor não acabou,

mas tudo acabaste,

e foi o meu desastre...


Dizes que me amas,

mas não queres andar,

a tudo pegas chamas,

é o fogo do amor, a não quer parar...


Por ti vou lutar,

porque só a ti consigo amar,

não te quero perder,

por ti até posso morrer...


Com esta vou acabar,

por minha perdição,

não dês o coração,

a quem não sabe amar...



Salgueiro Avelar, 15 de Janeiro de 2008


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